quinta-feira, 26 de maio de 2011

21 de Junho de 2011

Diziam que o mundo ia acabar. Ria-me. Ria-me por achar uma perfeita estupidez, nada o indicava, nada o dizia, nada fazia desse dia, o dia do fim do mundo. Pois bem no melhor pano cai a pior nódoa. O meu mundo não acabou mas desabou a meus pés. Tudo o que era sólido, as minhas bases, os meus pilares, desabaram, foi-se tudo num simples segundo, com uma simples noticia. Simples, que de verdade, de simples não tem nada. Merda de doença, merda de sorte que não existe, merda de Deus que não castiga quem realmente merece. É a segunda vez que ela enfrenta esta nódoa, a segunda vez! Para quê, porquê? Há justiça neste mundo? Nunca houve. Apetece-me mandar tudo à fava. Apetece-me sair daqui a correr e ir ter contigo, dar-te um abraço, dizer que te amo, dizer que te quero comigo, dizer que preciso que lutes com todas as tuas forças, dizer que não suportarei que me abandones. De mim terás a força, o sorriso, a alegria, o amor, o que mais precisares, de ti, só preciso de força e vontade de viver, vontade de ficares conosco. 



Minha, comigo, até ao fim! Um fim distante, muito distante. Não suportarei o contrário.

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